rota da terra fria

[hoje, num momento de calmaria, decidi terminar os posts das férias. desta vez sobre a rota da terra fria.]

saímos do parque de campismo cedo (não tão cedo quanto desejável) e andámos, andámos, andámos. o primeiro destino foi moimenta e por fim, miranda do douro.


porta vermelha

desta rota (mais propriamente das pequenas aldeias), guardo na memória as senhoras quase sempre vestidas de preto, a caminharem com sacos à cabeça enquanto faziam meias, com as cinco agulhas, mais gastas que gastas. meias quase sempre brancas e azuis. com os novelos nos bolsos e lá iam elas. metemos conversa com uma mas não consegui fotografar (intimidei-me).


ahh está a fazer meia!?
sim menina, que isto no inverno é mesmo muito frio. meias para os filhos, para os netos e bisnetos. para aquecerem os pés.
[foi mais ou menos isto que ela me respondeu]

:D

este foi, sem dúvida, o dia dos souvenirs. desde do vinho (da cooperativa vinícola de sendim, do douro vinhateiro) ao azeite.
ao passar por sendim, fomos conhecer o atelier da artesã de pardo (ou burel) e surrobeco. explicou-nos as diferenças (que já não me recordo ao certo), que o pardo é muito quente (até pica), que actualmente se utilizam muito mais os (horríveis) sintéticos, etc etc. de lá trouxemos um surrão, um saco feito a partir de sacas para guardar cereais, muito grosso (parecido com este) e com aplicações de surrobeco (que à primeira vista, parece feltro). é/ era usado para transportar o almoço durante o inverno (porque conserva o calor) e que, cá em casa, guarda o meu actual trabalho em tricot. e um alforge, que era usado pelo homens [imagem aervilhacorderosa] ou pelos burros para transportar os utensílios do dia-a-dia. é sem dúvida um adereço masculino, no entanto, as mulheres também os usavam, nos burros, para ir até à cidade, transportando os filhos bebés em cada um dos compartimentos (explicado por uma senhora em bragança).

miranda do douro

este dia terminou com a notícia que no dia seguinte ao fim da tarde chegaria um temporal àquela zona, então começámos a arranjar alternativas (porque já temos experiência que chegue de acampar com chuva e ciclones).

mais fotografias :: rota da terra fria + férias set'08

[post não revisto. que vou ali encher-me de drogas e deitar-me]

...

ainda bem que ontem trouxe um monte de revistas e tralhas para ler. é que hoje praticamente ainda nem saí do sofá. e nem sei o que me deu para ir amassar pão no pique da febre. para além de tremer, alucinei por completo. e o pão ficou uma autêntica merda.

hoje

manhã: nada
antes do almoço: andar
almoço: açorda, num restaurante na rua castilho, com o meu pai e irmã
depois do almoço: percorrer a secção de revistas do el corte inglés atrás da wallpaper
tarde INTEIRA: no alfarrabista de conversa
resultado: catálogo de tapeçarias e cerâmicas contemporâneas belgas (por 0,50€) + muitos fascículos de uma colecção sobre azulejos portugueses. que não consegui saber o nome ao certo e nem está completa, com alguma pena minha (oferecido)

:: será que alguém desconfia de que colecção se trata? é que me parece muito interessante e, já agora, gostaria de a completar (ou pelo menos tentar). aqui em casa tenho onze fascículo (cada um com quinze páginas) e acho que devem existir muitos mais. as folhas já estão levemente amarelecidas e, à primeira vista parece-me que seja só sobre azulejos portugueses. e não sei rigorosamente mais nada acerca da colecção ::

:: :: (pequeníssimo índice do que tenho da colecção) evolução técnica e terminologia (p.29); alguns problemas de análise e interpretação (p.177); evolução geral da azulejaria portuguesa (p.185) :: ::

domingo à tarde

mesa
às vezes não apetece sair de casa.
agarrei-me às agulhas e o h. ao pes para estrear a nova mesa.

!!!

a minha vida também é feita de constantes falhanços.
e eu não consigo lidar bem com isso.

só para guardar

vista

e recordar uma fantástica noite acompanhada de um excelente reencontro, cheio de novas surpresas e constatações.
e ficar com a certeza que não se pode ficar tanto tempo sem conviver ou estar ou falar [ou simplesmente dizer um olá] com os (poucos) verdadeiros amigos.
e ficar ainda mais feliz e vir para casa com um sorriso permanente no rosto.

massa fresca (e seca) de espinafres

afinal não era esparregado mas não estava muito longe.
fiz massa fresca de espinafres e como me enganei nas medidas de farinha (porque os espinafres contêm muito água), a massa ficou mais mole. antes de a remediar deu para moldá-la à vontade e para a sessão de fotografias (do outro post) . depois foi seguir o processo normal. esticá-la e cortá-la em pappardelle e tagliatelle.
massa fresca de espinafres

e para experimentar o mais recente kitchen gadget [comprado na pollux, que tem uma série enorme de gadgets para usar com a máquina de esticar massa], deixámos a massa a secar durante a noite.
massa fresca de espinafres

nesse jantar, cozemos a massa fresca durante cinco minutos, juntámos os cogumelos refogados e misturados com ricotta e salpicámos tudo com parmigiano.
depois de cozida

no dia seguinte, foi só guardar a massa já seca num recipiente hermético, próprio para massa (e voltar às fotografias).
massa seca de espinafres

fios...

fios
... das cabeçadas. (não sei viver sem alguns livros.)

fios
... de dióspiros.

pão com geleia

o pão genuíno
com geleia
-

para o pão, seguimos tal e qual a receita. usámos uma panela de barro. ficou óptimo e acabou num instante.
a geleia deu-nos imenso trabalho mas compensou, ficou muito boa. afinal devemos fazê-la mais vezes (e teve mesmo de ser feita a quatro mãos, sozinha não teria conseguido espremer o pano).
para a geleia:
:: colocar todos os caroços e cascas dos marmelos no tacho. juntar a água da cozedura dos marmelos até cobri-los.
:: deixar ferver durante um hora.
:: filtrar a mistura por uma gaze (usei um pano de cozinha normalíssimo).
:: por cada litro de líquido obtido, juntar 750g de açúcar amarelo (só juntei 350g porque usei a água da cozedura dos marmelos para a marmelada, que já continha açúcar).
:: levar ao lume novamente até atingir o ponto desejado (mais ou menos espessa).



lisboa...

a descer
a descer

... para já, parece-me muito bem. apesar dos laços distarem duas horas e meia para cima e para baixo.

ontem

chuva
chuva
choveu.

os mutantes :: marisa monte





panis et circenses (um dos melhores álbuns que tenho)

o que é?

homem verde sem dentes e indignado
é para comer.
e (hoje) não leva banana.

missão do dia:

acabar com o cacho de bananas que, de certeza, não dura muito mais do que um ou dois dias. é que os pais do h. têm uma bananeira (mais três filhotes-de-bananeira recém nascidos) plantada no quintal, repleta de bananas. uma das pernadas partiu-se com o peso do cacho. trouxemos algumas, que ainda não estavam bem maduras. e do dia para a noite, passaram de maduras-prontas-a-comer para demasiado-maduras-para-comer-à-dentada.

para os próximos dias: banoffee + bolo de banana + pão de banana

nós {13-10-2001}
há sete anos, ensinei-te a olhar as estrelas e aprendi a contar até dez, em russo.

fazer meia

levei cerca de duas semanas a arrumar (e catalogar) pilhas de imagens, recortes, receitas, livros etc etc, que estavam amontoados cá por casa. infelizmente, na maior parte das imagens/ fotografias não apontei o autor/ fotógrafo, lembro-me somente dos artigos onde as fui encontrando. (quase) todas estas retratam o mesmo. umas vêem directamente dessa recolha e outras de alguns sites.

fazer meia
artigo recente sobre o conflito na geórgia (visão)

fazer meia
artigo sobre o papel das mulheres na sociedade

fazer meia
postal de 1904, bragança (portugal em postais antigos)

fazer meia
outra de bragança, mais actual (da microlito)

fazer meia
pedro almodóvar com a mãe (que não me parece que esteja a fazer meia). via montricot

fica a vontade (e inspiração) de querer muito ter tempo para avançar as minhas primeiras meias em tricot.

[as fotografias digitalizadas estão péssimas. precisamos mesmo de um scanner melhorzinho]

exposições

depois do percurso, voltámos à cidade de bragança para ver algumas exposições.
primeiro fomos até ao museu ibérico da máscara e do traje.

vestido de chita
os de podenceos de espanha

comprámos o catálogo da exposição (por ter sido o único registo que vimos à venda sobre as máscaras ibéricas) apesar da qualidade deixar muito a desejar. as fotografias têm uma péssima resolução e falta uma introdução óbvia ao contexto histórico-social desta tradição. depois descobri que é possível fazer o download do catálogo (com a qualidade de imagem ainda pior).

seguimos para o museu de arte contemporânea graça morais (inaugurado recentemente).
percorremos quase todo o edifício (o solar de sá vargas recuperado e a nova ampliação, da autoria do arquitecto souto moura). vimos as cores não dizem nada de gerardo burmester e pintura e desenho 1982 - 2005 de graça morais.

nós australopithecus
graça moraisgraça morais

desenho do h :: making of
mais fotografias :: exposições + férias set'08

percurso pedestre :: porto furado

no dia seguinte, fomos fazer um percurso pedestre pelo parque natural de montesinho. escolhemos o percurso três - porto furado.

posto 1 :: lameiros
posto 1 :: lameiros (que acompanha o curso da ribeira do vilar)

posto 2 :: falgueirão
posto 2 :: falgueirão (elevação granítica)

posto 3 :: barragem da serra serrada
posto 3 :: barragem da serra serrada (o topo do percurso)

posto 4 :: porto furado
posto 4 :: porto furado (sistema romano de armazenamento e condução de água)

upps :: erro
posto errado :: íamos tão distraídos que não vimos a placa com a informação de caminho errado. voltámos para trás, quando nos apercebemos que havia muito tempo que não víamos uma única placa.

posto 5 :: castro curisco
posto 5 :: no castro curisco (já na descida para a aldeia. presença de arte rupestre)

posto 6 :: montesinho (lá ao longe)
posto 6 :: aldeia de montesinho (ao longe)

download do percurso :: pdf (1178k) [o link ainda não está a funcionar em condições]
mais fotografias :: percurso pedestre porto furado + férias set'08

por incrível que pareça

tem-me faltado tempo para uma série de coisas.
tenho andado a (tentar) terminar uma lista enorme de to-do's. que antecedem os verdadeiros.
basicamente, ando-me a adiar.

coisas de hoje

:: fomos ao campera (eu nunca tinha ido). faz-me lembrar o algarveshopping. ir às compras de roupa está longe de ser o meu hobby predilecto, mas é sempre bom quando se consegue encontrar uma ou outra peça a menos de quatro euros e bastante actuais.
:: a não esquecer... evitar ir a centros comerciais durante o fim-de-semana.
:: as compotas começaram a escassear. comprei mais de um quilo de marmelos e já está no frigorífico a marmelada. com as cascas e caroços fizemos geleia (que não sei se voltarei a fazer, dá imenso trabalho).
:: finalmente fizemos (ou ainda está a fazer) o no-knead bread ou como eu lhe chamei, o pão genuíno. às 23h30 começou a levedar e só o iremos provar (se tudo correr bem) amanhã antes do jantar.
:: o meu telemóvel está a morrer. se tivesse dinheiro comprava um iphone.
:: queria ter ido ver le premier cri mas não deu para tudo (a não esquecer outra vez... evitar ir a centros comerciais durante o fim-de-semana).

beans

beans

mistura de feijões secos e de agora. hoje comi o primeiro dióspiro (algarvio e comprado aqui na rua). já chegaram as abóboras. hão-de vir as castanhas, os outros frutos secos e muitos mais.
na realidade, gosto mesmo do outono.
[outra volta?]

conhecer bragança

depois de chegar, de encontrar o posto de turismo, o centro de informação do parque natural de montesinho, o posto da região de turismo do nordeste transmontano e, finalmente, o parque de campismo, decidimos ir conhecer a cidade de bragança a pé. antes montámos o nosso arsenal todo e ainda tivemos tempo de chapinhar no rio sabor (mesmo em frente à nossa tenda).

cidadela
das muralhas

percorremos a cidadela pelas muralhas e depois pelas ruelas. seguimos para a outra parte, fora das muralhas. parámos na praça principal e acompanhámos o rio. admirámos bichos, árvores e fachadas. ao fim do dia, preparámos o dia seguinte.

praça
a outra parte da cidade

mais fotografias :: conhecer bragança + férias set'08