20.4.16

sol de abril aquece e o trabalho esquece / sol de abril, quem no vir, abra a mão e deixe-o ir

Adamastor Sete Rios

[No domingo]
Esticar as pernas e apanhar sol até não dar mais.
Voltar para casa às sete e tal e ainda estar de dia.

consta por aí que é um dos melhores

É só escolher Bangla restaurante

Comida boa do Bangladesh, ali na Mouraria.

Fomos jantar tarde e pedimos chana massala (massala com grão), arroz branco e bhindi bhajee (quiabos fritos). E logo depois de termos feito o pedido, vimos um dos empregados a sair para ir comprar quiabos, voltou e quinze minutos depois estava o prato à nossa frente. Ligeiramente picante, apesar de termos optado por sem-picante.
Não me lembro o nome das entradas mas eram assim uns fritos pequenos de vegetais, tipo pataniscas, temperadas de forma bem diferente, com um sabor mais spicy e com um molho verde a acompanhar (também não sei o que era).

Depois de algumas recomendações de amigos, fui finalmente ao Bangla Restaurante, na Rua do Benformoso, 147.

15.4.16

viagem ao mundo da segunda mão

Viagem ao mundo da segunda mão ii 'A ser hipster' Viagem ao mundo da segunda mão X

Ontem, depois das distribuições de granola, estacionei o carro e incrivelmente chovia a potes (ontem choveu o dia IN-TEI-RO!). Decidi abrigar-me numa daquelas lojas de coisas em segunda mão. Esperei que acalmasse enquanto via vestidos, saias, sapatos, casacos, malas, pijamas. E pronto, há coisas que não se explicam, vim de lá com duas malas (a terceira já tinha comprado há umas semanas na Humana) e um casaco.

Ainda fiquei de olho no gira-discos, que liga mas não gira o disco. O que poderá ser um problema simples (a correia) ou um pouco mais complicado (motor). Mas como não percebo nada destas coisas, não arrisquei. Apesar de muito giro, ficou por lá.
Na última fotografia, é o gira-discos fechado. As colunas encaixam e tapam a caixa-base do gira-discos, na qual existe uma pega que o torna transportável (apesar do peso). Muito giro mesmo!

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Actualizei a página thrifting ou feirar com as lojas Humana.
Curiosidade: esta página é das mais vistas e pesquisadas aqui no blog.

14.4.16

12.4.16

só porque andei a procurar imagens




Sylvia.

E em jeito de terminar o assunto.
Até porque esta semana devolvo o livro.

1. 2. Sylvia Plath in love: a mesmerising portrait of the tragic poet as a young, sexually uninhibited sun-loving party girl - told by the lovers she discarded for Ted Hughes
3. 20 quotes from Sylvia Plath
4. fotografia conceptual, cena do suicídio de Sylvia Plath
What you don't know about Sylvia Plath

bondade


A bondade plana perto da minha casa.
A Dona Bondade, ela é tão simpática!
As jóias azuis e vermelhas dos seus anéis de fumo
Nas janelas, os espelhos
Enchem-se de sorrisos.

Que há mais real do que o gemido de uma criança?
O gemido de um coelho pode ser mais selvagem
Mas não têm alma.
O açúcar tudo cura, é o que diz a Bondade.
O açúcar é um fluido necessário,

De cristais que sai como um pequeno penso.
Ó bondade, bondade
A apanhar delicadamente os grânulos!
As minhas sedas japonesas, borboletas desesperadas,
Para fixar a qualquer momento, anestesiadas.

E lá vens tu, com uma chávena de chá
Numa auréola de vapor.
O jacto de sangue é poesia,
Nada o pode estancar.
Tu trazes-me dois filhos, duas rosas.

(Poema de Sylvia Plath, no livro Ariel)

Já tinha destacado uma parte mas como gostei e fiquei a pensar nos versos (a fazer a minha interpretação), decidi copiar todo o poema para aqui. Na realidade, ia copia-lo para o meu caderno, como não o encontrei, escrevi em rascunho para não me esquecer a passa-lo depois. E agora, reli e decidi publica-lo.

Quando se lê livros da biblioteca é difícil dizer o pronto, acabou, vou entrega-lo. E quando se trata de poesia, fica ainda mais difícil. Desta vez, pedi mais quinze dias só porque sim. Para tê-lo ali, em cima da mesa, caso me apeteça o tulipas ou papoila ou o 39º ou o daddy ou o invernar. Talvez até vá copiar mais um poema para o caderno.

Para mim, não é nada fácil ler poesia. Não consigo ler onde normalmente leio, nos transportes e quase sempre com barulho à volta. A meio de um poema, volto atrás para reler outro, para depois continuar. Acabo por estar sempre a tentar ler nas entrelinhas, a tirar conclusões, a tentar perceber o que quererá isto dizer. Torna-se cansativo, por vezes. No fundo, nunca me libertei daqueles exercícios de interpretação dos poemas, que nos pediam para fazermos na escola.

Com a Sylvia Plath, primeiro li A Campânula de Vidro, em prosa e em jeito de autobiografia. É um romance, uma descrição de uma parte da vida dela. Gostei muito e li em menos de nada. Houve até alguns episódios que me perturbaram mas que foram essenciais para, a seguir, entender o tom dos poemas do Ariel e conseguir fazer as ligações (óbvias) à sua vida.

Encalhei na Sylvia Plath, quando vi o filme Annie Hall. O comentário jocoso do Woody Allen chamou-me a atenção.

11.4.16

domingo à tarde

Domingo à tarde Alek Rein

Para terminar o fim-de-semana da melhor forma, depois de três dias em casa a devorar filmes e torradas, um concerto intimista. Alek Rein na MagaSessions.



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Bandcamp do Alek Rein
Página MagaSessions
As fotografias da Vera Marmelo